A independência de uma mulher

Publicada por Patricia

Colleen McCullough decidiu neste livro retormar a história das irmãs Bennet, que Jane Austen nos tinha apresentado em Orgulho e Preconceito.

Dezassete anos depois encontramos as 5 irmãs:

> Jane Bennet continua casada com Mr. Bingley, cultivando uma inúmera prole.

> Elisabeth e Mr. Darcy vivem dias conturbados no seu casamento, agravados pelas inúmeras filhas e um único filho varão, que não corresponde ao ideal do pai.

> Lydia, na ausência do seu marido em guerra, entra numa espiral destrutiva de bebida e homens;

> Kitty, viuva, dedica-se ao cultivo da moda e das relações sociais.

> E por fim, Mary, que conhecíamos pelo desastre ao piano, será a grande personagem deste livro. Depois de passar os últimos dezassete anos a cuidar da mãe, com o seu falecimento decide tomar as rédeas da sua vida, dando origem a acção principal deste livro.

Pessoalmente sou uma grande fã dos livros da Jane Austen e gosto sempre de reencontrar as personagens que me são queridas. Por isso, foi com grande entusiasmo que peguei neste livro, até porque gosto imenso da escrita de Colleen McCullough que já conhecia de Pássaros Feridos e de Tim.

Para mim a personagem de Mary foi uma verdadeira surpresa, não só pela evolução face à obra de Jane Austen mas também pela forma como se desenvolve ao longo do livro.

Com a recém adquirida liberdadem Mary decide encetar uma aventura, que resulta em peripécias um tanto ou quanto irrealistas que na minha opinião constituem um dos pontos fracos do enredo.

Ainda assim, Mary, de uma personagem decidida mas um pouco ingénua no inicio do livro, terminamos com uma mulher cheia de garra. Provavelmente na mais forte das irmãs Bennet.

Apesar do irrealismo de algumas situações, a autora consegue prender o leitor e no fim, temos um final que deixa um sorriso nos lábios.

A ilha das trevas

Publicada por Patricia

A acção decorre em Timor Leste, começando em 1974 com a declaração de independência da colónia Portuguesa.

A esta declaração seguiu-se um conjunto de acontecimentos e estratégias políticas que deram origem à invasão Indonésia que só terminou em 2002.

Neste livro, José Rodrigues dos Santos parte de uma base histórica e constrói algumas personagens ficcionais que nos levam a conhecer a tragédia que ocorreu em Timor durante os anos de invasão.

Em poucos anos a população passou de 700 mil pessoas para 500 mil. A causa? Fome, genocídio, matança indiscriminada.

Este livro permite-nos conhecer melhor a história deste país tão ligado ao nosso, de uma forma mais lúdica, ainda assim pesada, pelos relatos descritos. Pela brutalidade das acções militares.

Pessoalmente considerei esta vertente histórica bastante interessante, dado que aquando os acontecimentos, a minha idade só me permite ter uma recordação vaga dos minutos de silêncio e velas acesas.

Com uma escrita fácil e bem encadeada, a ilha das trevas faz uma junção perfeita entre realidade e ficção.

A sombra do vento

Publicada por Patricia


Daniel, de 10 anos (quase 11), é conduzido pelo pai a um sítio mágico, conhecido por poucos... O cemitério dos livros esquecidos. Entre corredores e prateleiras e escadas, qual labirinto, Daniel encontra o livro que sempre esperara por ele - A sombra do vento de Julian Carax.  Neste momento inicia-se todo um percurso que girará à volta do mistério que segue as obras deste autor (desconhecidas por quase todos).

Com o objectivo de perceber melhor o autor, Daniel inicia uma busca pelos livros, pelo homem, pela história. Aqui e ali, ajudado por alguns aliados, vai mergulhando no mistério enquanto se faz homem. Enquanto constrói a sua própria história, torna-se impossivel fugir aos paralelismos com a história do autor misterioso, mas talvez desta vez, só desta vez, o desenlance seja melhor, ou talvez nao...

Já há uns tempos que tinha curiosidade para ler este livro, que correspondeu totalmente (se nao superou) todas as minhas expectativas.

É uma história que prende o leitor do inicio ao fim, tal como Daniel queremos saber mais, descobrir a história de Julian Carax e dos livros queimados.
Quando cheguei ao fim, foi como despedir-me de um amigo.

Sem duvida, recomendo.

Cem anos de solidão

Publicada por Patricia

Nos cem anos de solidão de Gabriel García Márquez vão seguir a história da família Buendia.À medida que se desfolheia o livro, conhece-se toda uma sequência de novas personagens que fazem parte desta família ao longo de cem anos. Homens que um após os outros são batizados de Aureliano ou José Arcadio. Mulheres batizadas Amaranta, ou Úrsula ou Remédios.

Há medida que as personagens envelhecem, vão alterando as suas personalidades, vão se refugiando na solidão, formando um circulo.

E á medida que a memória da tetra avó Ursula se confunde nas histórias também o leitor se perde no meio de tantas personagens, com tantos nomes similares, com o autor a transmitir ao leitor com maestria a mesma sensação que teria a personagem.

Pessoalmente senti-me tentada a desenhar a árvore genealógica da família inúmeras vezes, para saber onde estava.

Não se tratando de um livro fácil, foi uma leitura que gostei, pela maneira como as vidas e histórias se entrelaçam, até as memórias das personagens desaparecerem.

Só os feios é que são fiéis

Publicada por Patricia

Há uns tempos estive presente num workshop de escrita creativa, em que o professor era igualmente escritor – Pedro Chagas de Freitas.

No passado mês de Novembro, Pedro Chagas de Freitas fez um lançamento inédito: dez livros de uma vez, em estilos que vão desde crónicas a poesia, passando por narrativa. Estive presente no lançamento, que teve lugar no bar Fiés ao Bar do Rio, e de lá trouxe um dos 10 livros: “Só os feios é que são fiéis”.

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Trata-se de um livro de crónicas, que segundo o autor não tem bolinha (ao contrário de muitos dos outros lançados na mesma noite).

Ainda assim, para quem lê algo do autor pela primeira vez pode parecer bastante forte. Não há uso de meias palavras, calão é usado com frequência. Muitas das crónicas poderão denotar um narcisismo extremo.

Mas a maneira com que as palavras são usadas, como se joga com os múltiplos sentidos, como se coloca de uma maneira pouco convencial opiniões e teorias que até fazem muito sentido , é genial.

Uma das apresentadoras do evento mencionou que o autor não é nada do que escreve, que é um fingidor. Que gosta de chocar. Que tudo o que escreve é provocante, e tenciona provocar reacção. E definitivamente atinge o seu objectivo.

Aconselho vivamente. Pedro Chagas de Freitas é também o seu próprio editor, pelo que podem encontrar os livros online e não numa qualquer livraria convencional.

Deixo uma das minhas passagens favoritas:

“Respira a criança que ri. Olha-a nos olhos, sente-lhe o sonho, a esperança, o futuro. Sente, nela, que vale a pena continuar, que vale a pena tudo o resto para que algo assim te caia nas mãos – para que algo assim te caia nos olhos.

Respira a chuva que cai, o sol que aquece, o vento que empurra. Respira o cheiro da terra húmida, a imponência da árvore erguida, a magia das asas de um pássaro. Respira – para saberes que vale a pena continuar.

Respira o sabor de um beijo, o toque de um afago, o som de um arfar. Respira a mão de fogo de quem te ama, o suor em êxtase de quem te chama. E o abraço de que não passa, e as palavras que te embraçam, e os olhares que te apertam. Respira – para saberes que vale a pena continuar.

Respira ainda quem tens contigo, quem te quer, quem te cuida, quem te acompanha. Respira também quem não tens contigo, quem gostavas de ter contigo e partiu sem nunca deixar de ficar, quem queres e não te quer mas que por existir te faz existir. Respira a tristeza como respiras a felicidade, a saudade como respiras a presença. Respira o que faz parte da tua vida – porque é o que faz parte da tua vida que te faz sentir vivo. Respira - para saberes que vale a pena continuar.”

Heart’s Blood

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imageMais um livro de fantástico escrito de uma forma totalmente viciante por Juliet Marillier.

Começamos com um prefácio. Para os leitores pode soar estranho – ouvimos uns quantos nomes desconhecidos, é nos descrita uma cena difícil de enquadrar.

Depois voltamos ao inicío, uma jovem que sabe ler e escrever (uma qualidade rara para a época) encontra-se na estrada, a caminho de longe, longe de casa.

Arranja um emprego como escriba numa herdade, isolada no topo de um monte, temida por todos por acontecerem coisas estranhas.

A história vai-se desenrolando e a nossa heroína descobre uma família, e descobre que nem tudo é o que parece.

Um livro com muita acção, com criaturas fantásticas e com uma bonita história de amor, ao jeito único de Juliet Marillier.

Recomendo!

Mistério em Connellsville

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Hoje não venho deixar um comentário a um livro (pelo menos ainda). Venho apenas divulgar um livro recentemente publicado pela editora Papiro de uma jovem escritora portuguesa. Deixo-vos com o texto que pode também ser encontrado no blogue do projecto: www.misterioemconnellsville.blogspot.com

Título: Mistério em Connellsville
Autor: Beatriz Neves Barroca
Biografia do Autor: Maria Beatriz Afonso Neves Barroca nasceu no dia 7 de Maio de 1993, na cidade da Guarda. Actualmente reside em Tomar e estuda no 11º ano do curso de Línguas e Humanidades na Escola Secundária com 3º ciclo de Santa Maria do Olival. Desde cedo, a leitura e escrita foram companheiros inseparáveis nos seus tempos livres. O sonho de escrever um livro vinha de longe e pôde concretizar-se agora. Para além da leitura e da escrita, a música, o cinema e o teatro são outras das suas paixões. Mistério em Connellsville, escrito durante o Verão de 2009, surge em parte pelo fascínio que a autora sente pela atmosfera enigmática daquela zona dos Estados Unidos da América.
Editora: Papiro Editora
Edição: Dezembro de 2009
O livro relata a história de uma rapariga, Magnólia, que vivia em S. Francisco, na Califórnia e se muda para a Pensilvânia, Connellsville. Lá, ela depara-se com estranhos desaparecimentos de raparigas da sua escola e começa a investigar.

Sinopse: "Acordei agitada e minutos depois o despertador tocou. Tinha tido um pesadelo. Sonhei que estava na escola vazia e que um homem encapuzado levava uma rapariga. Eu via-os mas eles não me viam a mim. Era como se fosse um filme. "Andas demasiado envolvida neste assunto..." pensei, censurando-me. (...) Esboçámos um aceno e fomos para o carro. Abri a porta e sentei-me no banco. Estremeci e a memória do sonho dessa noite assaltou-me com um flash."

Um Beijo na Escuridão

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um beijo

A primeira coisa que tenho a comentar em relação a este livro é o titulo. Gosto muito da ideia de se ter fugido do significado literal de escuridão e de ter sido dado o sentido de desconhecimento ou de depressão. No entanto, devo dizer que em inglês o titulo é: “Kiss me while I sleep”, do qual também gosto bastante.

Esclarecido o primeiro impacto, devo dizer que o que achei mais curioso neste livro é o facto da autora conseguir com que os leitores criem empatia com uma personagem principal que é uma assassina. Porque Lily Mainsfield procura vingança em nome dos amigos assassinados e tem um sentido de justiça muito apurado: mata em nome do governo americano porque acredita que jamais lhe pediriam para matar alguém que não o merecesse.

De resto, eu diria que a história apresenta alguns momentos de suspense e algumas mudanças na direcção que foram bem conseguidas. Por isso, classifico este livro como uma leitura agradável, apesar de estar longe de entrar para os meus tops. 

A Avó Dan

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PICT3840 “Como pudemos ser tão cegos? Como pudemos pensar que aquilo era tudo o que a avó era? Como pude acreditar que a velha senhora que usava aqueles vestidos negros já gastos era a mesma pessoa que sempre fora? Porque motivo achamos que as pessoas idosas foram sempre idosas?” 

Após o falecimento da avó, a neta descobre uma caixa de recordações e decide desfolhear o passado. Somos transportados para um período pré revolução russa e acompanhamos o duro mundo do ballet, a vida no seio da família imperial e um amor impossível.

É um livro leve em que a vertente histórica aparece apenas como fundo. A história das personagens nunca me conseguiu efectivamente envolver. Comparativamente com os livros que li anteriormente da autora, este foi aquele do qual menos gostei.

Pedaços de Ternura

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pedaços de ternura

Uma mulher, dois gémeos, um casamento desfeito. São estes os Pedaços de Ternura oferecidos por Dorothy Koomson.

A história é contada pela voz de Kendra Tamale, chegada recentemente à sua terra natal, Inglaterra, depois de abandonar a Austrália.

Por pequenas frases aqui e ali apercebemo-nos que Kendra tem uma história de vida complicada e de que está a fugir de algo. No entanto, só mais tarde temos acesso a toda a história, porque entretanto a narrativa centra-se no seu senhorio e nos seus filhos, e na relação que se estabelece entre a personagem principal e os segundos.

Pouco a pouco Kendra torna-se imprescendível na vida das crianças, colmatando a mãe ausente, com uma doença desconhecida. Esta relação vai levar a que algumas decisões tenham que ser tomadas.

Este é um livro doce que se foca em tudo o que as crianças têm de bom e em como por vezes são arrastadas nos dramas dos adultos, sem terem qualquer culpa. Apesar de ser uma história bonita, com alguns momentos preciosos e com o suspense criado em algumas partes, a mim não me convenceu particularmente. Não em agarrou da maneira como seria esperado. No entanto, ainda não tive oportunidade de ler A filha da minha melhor amiga, que é apontado como o melhor livro da autora. Talvez em breve volte a dar uma nova oportunidade a Dorothy Koomson.

Sangue Fresco

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Sangue-FrescoGraças a Stephenie Meyer, foi descoberto o novo santo graal do mercado literário:as histórias de vampiros. São de todos os géneros e feitios, cada uma com as suas próprias regras da sociedade. No entanto todos têm em comum vampiros mais humanos do que as histórias tradicionais.

Apesar do que possa parecer não me tornei uma fã inveterada do género, no entanto tenho alguma dificuldade em abandonar uma saga depois de a começar, é o que me tem acontecido com a Casa da Noite.

No caso específico de Sangue Fresco fiquei curiosa ao saber que o livro tinha dado origem a uma série televisiva. No entanto, não achei a história nada demais. Vampiros aceites na sociedade depois de séculos de luta, telepatas e metamorfos. Um assassino que persegue vampirófilas (humanas viciadas em vampiros) e uma relação entre uma humana e um vampiro que se quer integrar na sociedade. Não é que a história esteja mal contada, mas pelo tema em si já não acrescenta nada de novo. Pessoalmente não fiquei fascina. Mas ainda assim a escrita é claramente melhor que a Casa da Noite e o nível de açúcar muito mais baixo do que em Twilight.

A Viagem

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Maddy, apresentadora numa cadeia noticiosa e casada com o dono da estação, é uma mulher extremamente bem sucedida. No entretanto, no seu percurso esconde-se um primeiro casamento  em que foi vitima de violência doméstica, sofrendo agressões físicas. Maddy, jurou a si própria que nunca mais se colocaria na mesma situação, e aparentemente o seu casamento leva-a no sentido correcto. No entanto, a certa altura à que se encarar a realidade: violência doméstica é muito mais que agressão fisica. É esta a descoberta que a personagem e os leitores fazem.

Neste momento já começo a associar Danielle Steel a temas fortes, ao invés da imagem cor de rosa que tinha anteriormente. É claro que estes livros têm efectivamente um final feliz, mas isso não tira peso aos temas desenvolvidos. Achei este livro particularmente interessante porque é contado na perspectiva de uma vitima de violência doméstica, que começa por estar em negação. De maneira geral, tendemos a indignar-nos com as vitimas. Percebemos que algumas não têm meios financeiros e têm crianças a cargo, mas outras aparentemente têm tudo para poderem fugir. São essas que não percebemos, porque que é que não tomam a decisão de abandonar os parceiros? Com este livro conseguimos perceber um bocadinho o que está por detrás: a incerteza, a baixa auto estima, a esperança de que o parceiro mude. Desta forma, aconselho vivamente “A Viagem” a quem quiser explorar o assunto.

Tua para Sempre

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Tua para Sempre… O relato carta por carta de um casal despedaçado pela perda do filho. O avião em que Paul seguia despenhou-se e com ele despenharam-se também Sam e Hadley, enquanto casal. Lentamente, através da escrita, receios, mágoas e esperanças vão sendo partilhadas, feridas saradas e a possibilidade de um novo caminho desvendada.

Pessoalmente gostei imenso do livro. Não é a história em si que é surreal, mas a maneira como está escrito consegue efectivamente tocar os leitores. Em cada carta seguimos as personagens, conseguimos entender os seus dilemas, ver os dois lados da questão.  Para mim este livro teve um valor acrescentado já que já algum tempo que não lia em português e aqui consegui efectivamente “saborear” as palavras. Sentir o peso de cada uma e envolver-me efectivamente com a leitura. 

“É uma espécie de perfídia humana querer estar onde não se está, mas estar sempre no minuto a seguir, para escapar ao presente.”

Tempted

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Mais um livro da saga House of Night. Após afugentar Kalona no último livro, agora é tempo de voltar à escola para Zoe e para o seu grupo de amigos. No entanto aí nada é como costumava ser. Impõe-se a necessidade de uma viagem a Itália para tentar derrotar o mal onde ele se esconde, no entanto nem tudo corre pelo melhor. Ao mesmo tempo “the red one” acaba por fazer uma escolha estranha, que deixa em aberto todo um conjunto de possibilidades. A grande deixa deste livro é somos nós que escolhemos o nosso destino.

Em relação à escrita não acheo tão má como nos livros anteriores (mas pode ser apenas por já os ter lido há algum tempo) e desta vez as autoras tiveram o bom senso de não passar metade do livro a descrever o que já tinha acontecido previamente. Nesse sentido, dou nota positiva à evolução.

Amargo e Doce Amor

Publicada por Patricia

amargoedoceApós umas longas semanas voltei a pegar num livro que não fosse técnico. Para começar achei que seria uma boa opção algo mais “soft”, de maneira que quando fui à biblioteca peguei no primeiro livro de Danielle Steel com que me deparei “Amargo e Doce Amor”. No Verão passado tive contacto com a autora através de “Um Longo Caminho para Casa”, que pura e simplesmente adorei. Os livros no entanto têm conteúdos muito diferentes e este último enquadra-se mais no estilo “cor de rosa” do que o anterior. Ainda assim, para quem gosta, é um livro muito bem descrito, de tal maneira que as emoções conseguem sair das páginas.

Neste livro conhecemos a história de India, casada e com quatro filhos. Na sua juventude, a personagem foi reporter fotográfica em zonas de guerra, no entanto acabou por abdicar da carreira aquando o casamento. Tudo corre bem até India decidir que está na altura de retomar a sua carreira profissional, decisão à qual o seu marido se opõem terminantemente, acabando por transparecer o pouco respeito que alenta pela antiga profissão da esposa assim como a visão pouco romântica que tem acerca do seu casamento. Toda esta situação provoca uma revolução na maneira como India vê o seu mundo e na sua própria maneira de ser e de viver.

Pessoalmente, a cada página dava-me vontade de estrangular o marido de India. Dado que valorizo imenso a carreira profissional o simples facto de  ter alguém a achar que pode decidir o rumo que lhe dou deixer-me-ia louca. Nesse sentido foi um livro que mexeu bastante comigo, acabando por passar cada página a torcer para que a India se visse livre do marido e seguisse os seus sonhos. O impacto em cada leitor há-de ser naturalmente diferente, mas pessoalmente aconselho o livro. No meu caso prefiro a autora a, por exemplo, Nora Roberts, porque acho que consegue criar emoções mais intensas e situações menos convencionais. Mas mais uma vez, trata-se apenas de uma questão de gosto. A cada um a liberdade de formar a sua opinião.

Rebeca

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Rebeca de Daphne Du Maurier

A primeira vez que ouvi falar acerca deste livro foi no blog Estante de Livros. O livro era referido como uma boa surpresa e foi considerado um 10 (de 1 a 10). Pessoalmente não sei se daria uma classificação tão elevada, mas é sem qualquer dúvida um bom livro. A história acaba por tomar um rumo completamente inesperado, surpreendendo os leitores. As emoções que a narradora vive são nos próximas e familiares, criando empatia. Com ela, sentimos a presença de Rebeca, tememo-la e odiamo-la.

Para quem, tal como eu, nunca ouviu falar do livro, aqui fica a sinopse:

“Publicado em 1938, Rebecca é talvez o romance por que Daphne du Maurier é hoje mais lembrada. Ao lê-lo entramos numa atmosfera onírica, sombria, alimentada por segredos que os códigos sociais obrigam a permanecer ocultos e que se concentram na misteriosa mansão Manderley. É para esta mansão que a narradora, uma jovem humilde, vai viver com o viúvo Maxim de Winter, ao aceitar o seu pedido de casamento. Mas então descobre que a memória da falecida esposa, Rebecca, se encontra ainda viva e que esta era tudo o que ela nunca será. À medida que o enredo se desenvolve, ela terá de redefinir a sua identidade num cenário em que os sonhos ameaçam tornar-se pesadelos…”

Ensaio sobre a Cegueira

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Absolutamente genial!! Estou a ficar completamente apaixonada pela obra de José Saramago. Por mais estranho que pareça ainda não vi o filme que foi feito acerca deste livro, mas o livro é absolutamente fantástico. As linhas gerais da história já todos conhecem: um homem deixa de ver enquanto espera pelo semáforo verde - é atacado por uma cegueira branca. Rapidamente se percebe que este novo tipo de cegueira é uma epidemia e gradualmente todos cegam, à excepção de uma mulher. O livro relata a desumanidade em que cai a sociedade, traz ao cimo o pior que há em cada um de nós, mostra que não estamos tão longe dos animais quanto julgamos.

A maneira como a descrição é feita, ao estilo que já começo a reconhecer como tão característico do autor é fenomenal. E tenho a dizer que agora tenho mesmo que ver o filme. Acho que foi preciso muita coragem para passar este livro para a grande tela.

Deixo uma frase que resume a essência do livro:

“Queres que te diga o que penso, Diz, Penso que não cegámos, penso que estamos cegos, Cegos que veêm, Cegos que, vendo, não veêm”.

Selos :-)

Publicada por Patricia

Aqui estão os primeiros selos deste blog, com o meu obrigado à Miar à Chuva

 

Perguntas:
- Qual o livro que está lendo ou qual o último que leu?
Neste momento estou a começar o “Ensaio sobre a Cegueira” e acabei de ler “Valete de Copas e Dama de Espadas”, de Joanne Harris.

- Qual livro preferido?
Para mim é sempre difícil escolher um livro favorito mas a trilogia de Sevenwaters, de Juliet Marillier e “Momento Inesquecível” de Nicholas Spark estão no top, assim como o Diario de Anne Frank.

- Autor, capa, recomendação ou sinopse?
Se conhecer o autor é meio caminho andado para ir até à livraria. Mas no local é a sinopse e capa que me fascinam. Se já tiver ouvido falar bem ajuda, mas mesmo que falem mal… normalmente gosto de comprovar por mim própria.


- Um livro que não consegue terminar de ler.
O único livro que não terminei de ler até hoje foi “A Montanha Mágica”.


-Aquele que não sai de sua cabeceira.
O que estiver a ler na altura. Se bem que a obra completa de Jane Austen vai ficando, porque normalmente vou lendo cada romance entre os outros.


- Escritor preferido.
Juliet Marillier, Isabel Allende, Jostein Gaarder, entre muitos outros… José Saramago está agora a entrar para esta lista.

-Eu recomendo:
Os meus livros favoritos e todos dos autores que referi. Também recomendo as Intermitências da Morte de José Saramago.

- Não recomendo:

Não há assim nenhum livro em especial, mas o último que li e que não gostei mesmo nada foi Lili, La tigresse de Alona Kimhi.

-E eu passo este selo para (só porque são os primeiros de que me lembro, podia escolher muitos outros):


- Estante de livros;

- Palavras Partilhadas;

- Mil livros, um sonho;

- Marcador de Livros;

- Este meu cantinho;

- As minhas leituras;

- Folha de Rascunho;

- Bibliomigalhas;

- Leituras e Devaneios;

- Nossos Romances.

 

 

    8 caracteristicas minhas:

    - Divertida

    - Teimosa

    - Amiga do meu amigo

    - Ambiciosa

    - E devia escolher mais 4… mas não estou inspirada…

    Passo este selo aos mesmos blogues que referi anteriormente.

Valete de Copas e Dama de Espadas

Publicada por Patricia

2593615_dZfi3Este era o último livro (pelo menos dos que conheço) de Joanne Harris que me faltava ler, de maneira que na última visita à biblioteca veio comigo para casa.

Antes de pegar no livro li uma crítica positiva mas que salientava que o livro não tinha nada a ver com os demais e não tem de facto. Mas no meu caso, esta nova vertente não me agradou muito.

A história do livro gira à volta de um pintor com obcessão por mulheres criança, ocultando um caso de complexo de  Édipo. Sensivelmente a meio da história entra em jogo outra personagem que dá um tom sobrenatural à história. Passamos a ter espirítos, e vivos a sair do corpo para realizar viagens espirituais. Pessoalmente achei que o livro se torna demasiado confuso e até um bocado mórbido. Mas gostos são gostos.

Mentiras e Traições

Publicada por Patricia

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Bem, e lá estou eu com outro livro de Nora Roberts nas mãos. Uma escritora muito adequado ao Verão e à praia, dado que as histórias se seguem facilmente. Dos livros que já li de Nora Roberts (por esta altura cinco), este é aquele de que mais gostei porque apesar de ter um romance no centro da acção, tem também toda uma intriga relacionada com segredos antigos, vingança e problemas familiares. Para além disso, tem como ambiente de fundo o mundo das corridas de cavalos que desconheço completamente e acerca do qual nunca havia lido nada. A autora esmera-se a descrever o ambiente que se vive na pista, quer em dia de treinos quer em dia de competição. O amor que os treinadores e donos possuem pelos cavalos é algo descrito de forma maravilhosa, e os sentimentos dos cavalos fazem nos vê-los como se fossem humanos. Principalmente por este aspecto gostei imenso do livro. Mas também saliento a forma como a intriga está montada pela positiva. Portanto se quiserem ler algo de Nora Roberts, entre os livros que li aconselho este.