Este livro de Mike Dooley consiste numa colectânea de frases, mensagens do universo, e inclue-se na categoria de Auto-ajuda. Este genéro não é um dos meus preferidos, nem pouco mais ou menos. No entanto, de vez em quando gosto de ter algumas frases, para escrever em dedicatórias ou fitas. No caso específico deste livro peguei-lhe porque o recebi num passatempo da Sapo Astronomia. No entanto, para mim este livro é uma completa desilusão. Só existe uma mensagem ao longo de todo o livro: pense e aja como se já tivesse alcançado o que deseja, e quando der por isso já o alcançou. Não considero a mensagem deveras inspiradora, nem a maneira como cada frase está escrita. De entre 238 páginas, foi-me extremamente simples escolher as poucas que considerei com algum potencial para não cairem no esquecimento.
“No dia seguinte ninguém morreu”. É assim que começa e termina As Intermitências da Morte, de José Saramago. Neste livro é possível identificar duas partes distintas. Numa primeira fase são exploradas as reacções e consequências para a sociedade, quando a morte (com letra minúscula) decide suspender a sua actividade. Numa segunda fase, vamos compreender as razões e dilemas por detrás da decisão da morte, e começar a vê-la de forma mais “humana”.
Este foi o primeiro livro que li do Nobel português (na secundária a minha escola optou pela Aparição) e pura e simplesmente adorei! A maneira como Saramago explora um tema tão bizarro é genial. Todos nós, em algum momento da nossa existência, pensámos como seria viver para sempre, aqui o autor explora todas as consequências que daí poderiam advir, desde as implicações para as agências funerárias, até as para as seguradoras, passando pelas da igreja. As consequências são de tal forma graves, que após o entusiasmo inicial, o pânico domina a sociedade.
Entretanto existe um turn point: a morte escreve uma carta a declarar as razões pelas quais havia suspendido funções, e vai mais longe, instituindo um aviso prévio de uma semana, anunciado com um envelope roxo. A partir daqui, é o dia a dia da morte que vamos acompanhar, as suas conversas com a gadanha, os inconvenientes com que se depara.
Para além do argumento em si, gostei da própria escrita. É certo que tem que ser um livro lido com atenção, mas não considerei a falta de pontuação um impedimento tão grande como esperava, dada que as maiscúlas continuam a estar presentes.
Em suma, acho que o livro está fantástico, desde o argumento até à forma. Espero voltar a pegar em algo deste escritor num futuro próximo. Vale a pena o tempo empregue :-)
“The chieftains of Sevenwaters have long been custodians of a vast and mysterious forest. Human and Otherworld dwellers have existed there side by side, sharing a wary trust. Until the spring when Lady Aisling of Sevenwaters finds herself expecting another child—a new heir to Sevenwaters.
Then the family’s joy turns to despair when the baby is taken from his room and something...unnatural is left in his place. To reclaim her newborn brother, Clodagh must enter the shadowy Otherworld and confront the powerful prince who rules there.”
Dez anos depois de ter sido publicado pela primeira vez “A filha da floresta”, o primeiro livro da triologia de Sevenwaters, Juliet Marillier volta a pegar em algumas personagens desta saga e oferece-nos a história de um dos seus descendentes – Clodagh. Apesar de realmente adorar a obra desta escritora, foi ainda com expectativas mais elevadas que iniciei a leitura deste livro – Heir to Sevenwaters – já que a triologia de Sevenwaters é constítuida por alguns dos meus livros preferidos, talvez também por terem sido os primeiros que li. Devo dizer que não fiquei desiludida.
Em Heir to Sevenwaters voltamos a encontrar o mundo mágico de Marillier, onde os caminhos dos humanos estão entrelaçados com os dos Old Ones e onde o mundo que conhecemos faz fronteira com um mundo fantástico, onde o tempo decorre a ritmos diferentes e onde um humano se pode perder para sempre.
À parte da magia, Marillier presenteia-nos com uma história de amor, entre um casal improvável, que tem que colocar à prova os seus sentimentos para conseguir ultrapassar os desafios colocados pelos deuses.
Enquanto isso, para o Lord Sean continuam a existir todos os dilemas políticos e estratégicos que frequentemente opõem norte e sul, ao mesmo tempo que a sua esposa, já anteriormente de saúde frágil, se debate com o desespero do desaparecimento de dois filhos.
Extremamente bem escrito, extremamente envolvente este livro não nega a autora. Foi óptima voltar a ler uma obra direccionada para o público adulto, depois de O Segredo de Cibele. Para quem não leu os volumes da triologia de Sevenwaters, ainda assim é possível pergar neste livro, dado que a história é relativamente independente. Só posso aconselhar, se gostam de romance fantástico, não deixem de ler.
“What if the hottest guy in the world was hiding a nameless evil and all he wanted was you?
At the start of this heart-pounding new installment of the bestselling House of Night series, Zoey's friends have her back again and Stevie Rae and the red fledglings aren't Neferet's secrets any longer. But an unexpected danger has emerged. Neferet guards her powerful new consort, Kalona, and no one at the House of Night seems to understand the threat he poses. Kalona looks gorgeous, and he has the House of Night under his spell. A past life holds the key to breaking his rapidly spreading influence, but what if this past life shows Zoey secrets she doesn't want to hear and truths she can't face?
On the run and holed up in Tulsa's Prohibition-era tunnels, Zoey and her gang must discover a way to deal with something that might bring them all down. Meanwhile, Zoey has a few other little problems. The red fledglings have cleaned up well--they've even managed to make the dark, creepy tunnels feel more like home--but are they really as friendly as they seem? On the boyfriend front, Zoey has a chance to make things right with super-hot ex-, Eric, but she can't stop thinking about Stark, the archer who died in her arms after one unforgettable night, and she is driven to try to save him from Neferet's sinister influence at all costs. Will anyone believe the power evil has to hide among us? “
Finda a leitura dos cinco livros que até ao momento compõem a saga “Casa da Noite”, a ideia geral com que fico é que a saga se encontra adequada ao target que visa atingir: adolescentes. Os livros têm a dose exacta de acção, de confusões amorosas, de amizade e zangas. A própria escrita está de acordo com o mesmo, sendo extremamente simples, e com uso recorrente de calão. Para quem lê todos os livros, por vezes a distinção de onde começa um e acaba o outro é pouco clara, dado que há, por exemplo um livro que decorre no espaço de dois dias, daí que para mim tenha sido extremamente complicado comentar cada um dos volumes individualmente.
Para quem decidir ler este livro, não pertencendo ao target, é preferivel não começar com grandes perspectivas. As personagens são muito pouco desenvolvidas, as descrições quase nulas e deparamo-nos constantemente com repetições acerca do que aconteceu nos livros anteriores. O que impulsiona a leitura é a acção em si, que apesar de tudo consegue ser viciante.
“Life sucks when your friends are pissed at you. Just ask Zoey Redbird – she’s become an expert on suckiness. In one week she has gone from having three boyfriends to having none, and from having a close group of friends who trusted and supported her, to being an outcast. Speaking of friends, the only two Zoey has left are undead and unMarked. And Neferet has declared war on humans, which Zoey knows in her heart is wrong. But will anyone listen to her? Zoey's adventures at vampyre finishing school take a wild and dangerous turn as loyalties are tested, shocking true intentions come to light, and an ancient evil is awakened in PC and Kristin Cast's spellbinding fourth House of Night novel.”
Este quarto livro segue a mesma linha que os anteriores: de um lado Zoey, do outro Neferet, a High Pristness que abandonou a deusa Nyx. Este livro, tal como os anteriores decorre num curto espaço de tempo (o anterior decorria em dois dias) o que cria uma sensação estranha: tão depressa a Zoey está a chorar pelo Loren Black, como se está a envolver com um novo caloiro.
Outro aspecto que não gostei particularmente é a necessidade constantemente que as autoras sentem de recontar o que aconteceu para trás. Acho que seria mais inteligente criar um prefácio em vez de estar a envolver na história páginas e páginas de informção que quem lê a saga já conhece.
Mas de maneira geral, o livro lê-se bem tal como os anteriores. Não se destaca nem pela positiva nem pela negativa.
“Dark forces are at work at the House of Night and fledgling vampyre Zoey Redbird’s adventures at the school take a mysterious turn. Those who appear to be friends are turning out to be enemies. And oddly enough, sworn enemies are also turning into friends. So begins the gripping third installment of this “highly addictive series” (Romantic Times), in which Zoey’s mettle will be tested like never before. Her best friend, Stevie Rae, is undead and struggling to maintain a grip on her humanity. Zoey doesn’t have a clue how to help her, but she does know that anything she and Stevie Rae discover must be kept secret from everyone else at the House of Night, where trust has become a rare commodity. Speaking of rare: Zoey finds herself in the very unexpected and rare position of having three boyfriends. Mix a little bloodlust into the equation and the situation has the potential to spell social disaster. Just when it seems things couldn’t get any tougher, vampyres start turning up dead. Really dead. It looks like the People of Faith, and Zoey’s horrid step-father in particular, are tired of living side-by-side with vampyres. But, as Zoey and her friends so often find out, how things appear rarely reflects the truth…”
No terceiro livro da saga, a vida de Zoey torna-se no minimo muito movimentada. A personagem toma uma data de decisões pouco correctas, o que é extremamente irritante porque está constantemente a criticar as outras personagens que o fazem. Ao mesmo tempo desenvolve uma relação de amizade com uma das “piores inimigas”, para além de conseguir magoar todas as pessoas à sua volta.
Apesar de a história continuar a ser viciante, sinceramente a personagem principal começa a irritar-me um bocado :-s Ainda vou ler os últimos dois livros, mas…
“Fledgling vampyre Zoey Redbird has managed to settle in at the House of Night. She’s come to terms with the vast powers the vampyre goddess, Nyx, has given her, and is getting a handle on being the new Leader of the Dark Daughters. Best of all, Zoey finally feels like she belongs--like she really fits in. She actually has a boyfriend…or two. Then the unthinkable happens: Human teenagers are being killed, and all the evidence points to the House of Night. While danger stalks the humans from Zoey’s old life, she begins to realize that the very powers that make her so unique might also threaten those she loves. Then, when she needs her new friends the most, death strikes the House of Night, and Zoey must find the courage to face a betrayal that could break her heart, her soul, and jeopardize the very fabric of her world.”
O 2º livro desta saga “Casa da Noite” não apresenta grandes diferenças em relação ao primeiro: o modo de escrita é o mesmo, acompanhamos os desenvolvimentos que ocorrem num curto espaço de tempo e consegue criar um efeito absolutamente viciante.
Pessoalmente gostei do livro porque a acção nos prende. Mas não existem grandes surpresas. Não é um livro que nos apaixone.